"2013: memórias e resistências" é fruto dos levantes populares que tomaram as ruas em 2013. Aqui estão compilados memórias, relatos, desabafos, entrevistas, análises e comunicações públicas da professora Camila Jourdan, uma das 23 pessoas processadas quando dos protestos contra a Copa do Mundo. De temática anarquista e insurgente, seus textos se pretendem um registro da história recente do país e um contradiscurso na disputa do que significou e legou 2013.
"A ânsia de destruir é também a ânsia de criar", disse certa vez o indomável anarquista russo Mikhail Bakunin, que nutria a elegância dos excessos e o amor pelas barricadas. O livro que está nas mãos do leitor é de uma libertária que narra, analisa, compartilha suas e outras estórias que já nascem históricas, em um rigoroso recorte anarquista diante de tantos outros que surgem dos chamados acontecimentos de 2013. Uma leitura insurrecionária, sem pudor de ser vista como tal, e que entende aqueles dias como revigoramento do anarquismo no Brasil. Testemunha ocular dos acontecimentos, presa, perseguida política e hoje condenada pela Justiça do Rio de Janeiro, Camila faz emergir de sua escrita mais um campo de batalha. Nos leva a uma dobra sobre nós mesmos, afim de pensar a vida como obra de arte, capaz de promover a luta pelas práticas de liberdade a partir das ações cotidianas. São muitas as passagens comoventes do livro. Aquela que leva o leitor para dentro da prisão, seus horrores e abusos naturalizados. Relatos que evidenciam outros piores, de gente esquecida pela sociedade, que acaba virando estatística do sistema prisional brasileiro. Nos coloca ainda diante dos ritos do sistema jurídico, precisamente através de um processo kafkiano que não se esgota, nem mesmo com a nada surpreendente sentença condenatória. E claro, em diferentes momentos, nas ruas, quase que sentimos o cheiro das bombas de gás lacrimogênio, as balas de borracha e o braço forte do Estado que detém a autoridade para bater, prender e matar. Um livro urgente, para incendiar existências em tempos em que muitos creem no Estado, nas virtudes do livre mercado e no apaziguamento ordeiro das reivindicações. Um livro para fazer tremer as crenças postas como verdades, tais como representatividade, democracia e participação. Como diz Camila Jourdan, trata-se de "uma revalorização explícita do anarquismo e dos valores historicamente associados à tradição libertária, dentre os quais destacam-se a busca pela participação política direta, a recusa às hierarquias e a recusa ao paradigma representacional." (João da Mata)
Procurando 2013: Memórias e resistências? Aqui você encontra tudo sobre este livro de Camila Jourdan, publicado por Hedra em 27 de julho de 2020. Nesta página estão a descrição da obra, os detalhes da edição (172 páginas) e os formatos disponíveis para baixar: pdf, epub, txt, djvu. Se você gosta de Política, Filosofia e Ciências Sociais, Governo e Política, Ideologias e Doutrinas, Pensamento Radical, explore também outros títulos da mesma categoria no Encontrando os melhores livros. Veja ainda as outras obras de Camila Jourdan em nosso catálogo.
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