“As partidas da minha vida – Uma percepção cíclica da memória”, de Fernando Dourado Filho, enfeixa um balanço de reminiscências ligadas às Copas do Mundo que o autor viveu, de 1958 até hoje, conectadas aos fatos extra-campo que lhe pautaram a vida enquanto o certame acontecia. Dito de outra forma, são dezoito pequenos capítulos que o remetem a acontecimentos ocorridos na crônica familiar, profissional e sentimental. Essas recordações só começam a ganhar corpo de 1966 em diante, ainda com contornos vagos, explicáveis pelos seus 8 anos. Da Copa do México em diante, porém, saiu indelevelmente marcado pelas lembranças de euforia do Tricampeonato. Desde então, foi como se assumisse a disciplina de fazer um balanço da vida a cada 4 anos.
Neste livro, as Copas representam um ponto de suspensão, um intervalo de concórdia, uma espécie de carnaval de 30 dias em que adultos e crianças do mundo todo conhecerão, de forma lúdica, pequenos e grandes magos da bola que nasceram nos subúrbios das metrópoles latinas, em favelas africanas e até nas lonjuras do Extremo Oriente. Para o internacionalista inveterado que é o autor, não pode haver celebração mais universal e ecumênica. Ao ler este livro, a impressão que se tem é que a cada quadriênio Fernando escrutinasse o que houve de bom e de errado com a vida. Esse conjunto de fatos assoma como mais marcantes do que poderiam ser os mandatos presidenciais. Compara-se sim a fatos seminais de impacto global como foi a queda do Muro de Berlim ou como foram as escaramuças da Praça da Paz Celestial, em Pequim.
Assim, terminado esse período de reflexão e recolhimento, Dourado retoma a vida num novo diapasão até a Copa seguinte, como se traçasse um novo plano de voo enquanto elas durassem. Impregnadas de reflexões interculturais que vêm a reboque das digressões aleatórias, eis um livro que vai levar o leitor a revisitar suas próprias reminiscências. O que mais dizer? Em O Conde Monte de Monte Cristo, Alexandre Dumas diz que dois adversários o mantêm em alerta permanente: a distância e o tempo. Mas há ainda um mais implacável, que é a condição de mortal, resistente a toda forma de cálculo porque muito traiçoeira. É isso o que sentimos ao ler "As Partidas da Minha Vida - Uma percepção cíclica da memória", que coloca a boa narrativa onde ela merece, num desencavar de lembranças prosaicas e divertidas.
Na euforia das Copas, certamente não há lugar para a trsiteza. Muito embora uma tragédia como a do estádio do Sarrià, em Barcelona, o tenha marcado indelevelmente. Agora é só ler.
Procurando As partidas da minha vida: Uma percepção cíclica da memória? Aqui você encontra tudo sobre este livro de Fernando Dourado Filho em 17 de novembro de 2022. Nesta página estão a descrição da obra, os detalhes da edição (49 páginas) e os formatos disponíveis para baixar: pdf, epub, txt, djvu. Se você gosta de Biografias e Histórias Reais, Biografias e autobiografias, explore também outros títulos da mesma categoria no Encontrando os melhores livros. Veja ainda as outras obras de Fernando Dourado Filho em nosso catálogo.
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