Em romance de estreia, Lucas Barros revela escrita madura e apresenta uma história sobre luto, sofrimento, descobertas e família no interior de Pernambuco Caetano descobriu a morte e a solidão no dia em que entendeu que foi abandonado pelo pai. Aos sete anos, depois de ouvir de um amigo na escola que criança sem pai é filho do diabo, o garoto passou a ser perseguido por uma obsessão: pensar na morte o tempo inteiro. Sua teoria era simples — a morte gosta de surpreender, então, quem a espera não pode ser pego por ela. Mas a solidão não acompanha essa lógica. Essa ficou. Solitário, enfrentando um dia a dia de violências, dúvidas e descobertas o menino cresce carregando perguntas que não sabe formular: quanto do seu sofrimento é consequência do abandono do pai, do corpo que tem, do jeito que é? Na escola, a perseguição parece ser só mais uma prova de que o mundo pune quem já nasce em desvantagem — ou existe algo em Caetano que atrai violência? Em seu romance de estreia, Lucas Barros narra a trajetória de um garoto no interior de Pernambuco que aprende, cedo demais, as várias formas do luto — o abandono que não deixa o corpo, a violência que vira rotina, a morte que chega sem aviso. Com personagens complexos e diálogos potentes, Amanhã eu morri sozinho é um livro sobre crescer carregando o peso do que nos falta — e descobrir, ainda assim, razões para continuar.
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