A palavra epilepsia que provém do grego e significa agarrar bruscamente, explicita o estado em que o paciente se encontra no momento da crise, como se estivesse sendo possuído pelo demônio ou arrebatado por algo divino (SEIXAS, 1922). Como a definição de epilepsia aceita pela comunidade médica até os dias atuais só foi descrita no século IX, como resultado de um estudo realizado por John Hugling Jackson, torna-se necessário considerar a visão dos grupos sociais sobre a epilepsia ao longo dos tempos (GOMES, 2006).Apesar de Hipócrates - o pai da medicina - na Antiga Grécia ter definido a epilepsia como uma doença de causas naturais e não como uma maldição (GOMES, 2006), a epilepsia foi considerada possessão demoníaca ou uma espécie de mal divino. Inevitavelmente surgiu uma atmosfera de preconceito em torno desta condição neurológica. Além da problemática do preconceito, os equívocos a respeito do tema colocam o paciente em situação de risco, no momento em que se percebe isolado, sem a certeza de que receberá os primeiros socorros adequados no momento da crise. O quadro se agrava quando se considera o ambiente escolar. Os pais de crianças e jovens com epilepsia assumem atitudes de superproteção, dificultando o crescimento autônomo dos filhos e desenvolvendo a primeira célula de preconceito com relação ao problema (GOFMANN, 2004). Em muitos casos a escola sequer é informada sobre a condição neurológica do paciente, por vergonha ou por medo da exclusão (SILVA e FERREIRA FILHO, 2014). Através de pesquisas realizadas nos principais mecanismos de busca utilizados na WEB, é possível constatar a escassez de informações acadêmico-científicas a respeito de estratégias para redução do estigma na epilepsia, suas implicações pedagógicas e primeiros socorros, sendo as informações encontradas provenientes de fontes não oficiais e segundo Fernandes (2005), a falta de informação é um dos fatores que mais contribui para o estigma na epilepsia.
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