O modernismo brasileiro não foi um movimento harmônico de artistas que ecoavam valores homogêneos, como a construção posterior de sua memória costuma sugerir. Amparados por uma pesquisa minuciosa em cartas, diários, artigos publicados na imprensa e documentos diversos, Luiz Armando Bagolin e Fabrício Reiner destrincham neste livro as diversas etapas pelas quais a arte moderna passou no Brasil, desde o estranhamento provocado pelas primeiras obras de Anita Malfatti, passando pela conturbada Semana de Arte Moderna de 1922 e pelo movimento antropofágico, até a dissolução do grupo em meio a discordâncias de ordem artística, estética e ideológica.
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