No Brasil, há diversos movimentos que caminham para a mercantilização da educação. Isso ocorre porque, segundo Rodrigues (2007, p. 86), “o capital busca, através da transformação da educação em mercadoria, a mediação para a manutenção do seu interesse mais geral – a valorização do valor através da exploração do trabalho vivo”. Um destes movimentos está associado a recente transformação das instituições que compunham a rede federal em Instituto Federal. Essa nova institucionalidade – Institutos Federais - emerge a partir de uma proposta governamental que vai se delineando a partir de diversos documentos oficiais elaborados entre os anos de 2007 e 2008. Com esses documentos, o governo federal aborta as discussões sobre as universidades tecnológicas e assume um projeto para a Educação Profissional e Tecnológica. a agregação de Centros Federais de Educação Tecnológica – CEFETs (com exceção de Minas Gerais e Rio de Janeiro), Escolas Técnicas Federais – ETFs, Escolas Agrotécnicas Federais – EAFs e Escolas Técnicas vinculadas às Universidades Federais; os IFs como instituições de educação superior, básica e profissional, pluricurriculares e multicampi; a equiparação dos IFs às universidades federais; a oferta de educação profissional e tecnológica, em todos os níveis e modalidades; o desenvolvimento da educação profissional e tecnológica para a geração e a adaptação de soluções técnicas e tecnológicas às demandas sociais e peculiaridades regionais; a consolidação e fortalecimento dos arranjos produtivos locais; centro de excelência na oferta do ensino de ciências; a capacitação técnica e atualização pedagógica aos docentes das redes públicas de ensino; programas de extensão e de divulgação científica e tecnológica; a pesquisa aplicada, a produção cultural, o empreendedorismo, o cooperativismo e o desenvolvimento científico e tecnológico. Com essa nova reestruturação da Rede Federal de Educação Profissional no Brasil, a partir da criação dos Institutos Federais em 2008, adota-se um novo formato de trabalho que associado à hibridização institucional (oferta de vários níveis de ensino em única instituição), ocasiona a fragmentação e a intensificação do trabalho docente no ensino verticalizado que estão envoltos na polivalência, versatilidade, flexibilidade que exige do trabalhador múltiplas competências para execução de suas atribuições. Tais fatores ocasionam impactos na atuação docente, causando intensificação em sua jornada e consequentemente, a precarização do seu trabalho.
Em cada um dos documentos aqui referidos é possível perceber a configuração institucional delineada pelo governo federal entre 2007 e 2008. Na Lei 11.9892 (BRASIL, 2008), que instituiu oficialmente a Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica e criou os IFs, consolidaram-se os seguintes aspectos contemplados nos documentos anteriores:
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Neiriberto Silva De Freitas (17) Roberto Belli (16) School English (13) Shana Conzatti (11) Wander Garcia (9) Renan Flumian (8) Henrique Subi (6) Teresa Melo (6) Ana Paula Garcia (5) André Nascimento (5) Bruna Vieira (5) Eduardo Dompieri (5) Hermes Cramacon (5) Luiz Dellore (5) RAPHAEL MARINHO (5) Andrew Ganti (4) Antônio Carlos dos Santos (4) Arthur Trigueiros (4) Deborah L Smith (4) FG Creation (4)