De repente, quando olhava para horizonte, ela viu a figura de um homem. Seus passos ansiosos anunciavam um forte desejo, um reencontro, um recomeço. Era o homem que a abandonara. De longe abriu os braços. Sob uma aura de uma emoção incontida, ela saiu e correu ao seu encontro. Ele abraçou-a, beijou-a e pediu desculpas. Disse que enfrentaria o mundo com ela. Navegaria nas águas do desprezo e nos vales do vexame social, mas jamais a deixaria novamente. Brigar, gritar, impor ideias, nem de longe significa ter um Eu forte, mas sim, frágil. Falar o que vem à mente, dizer sempre a verdade, nem sempre é a expressão de um Eu maduro, mas, sim de quem não tem autocontrole. Um Eu forte e maduro aquieta sua ansiedade, protege quem ama, pede desculpas sem medo, aponta primeiro o dedo para si antes de falar dos erros do outro, repensa sua história, exige menos e se doa mais, não tem a necessidade neurótica de mudar quem ama, conhece, portanto, todas as letras do alfabeto da generosidade.
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