A educação inclusiva é uma área de conhecimento que vem sendo analisada por muitos profissionais que anseiam pela aceitação de diversidade humana em sala de aula.
São muitas as dificuldades práticas que impedem a inclusão completa dos alunos que necessitam de educação especial, entre elas destacamos a adaptação e a resistência demonstrada pelo seu comportamento em um ambiente tipicamente novo, ressaltando também a importância do Atendimento Educacional Especializado (AEE) nesta escola.
Compreender as características do TEA, incorporada às possibilidades de inclusão, faz parte do desenvolvimento da elaboração de um ambiente escolar capaz de acolher e valorizar as diferenças.
Assim devemos considerar os desafios e a distância existente nesse ideal de educação inclusiva um princípio potencializador da inovação de práticas que possibilitem a aceitação e a inclusão de todos.
Oferecer educação a partir de uma perspectiva abrangente hoje é um obstáculo. Apesar das inúmeras controvérsias teórico-práticas que regem a formação profissional, alguns aspectos da estrutura operacional das escolas bem como a formação de professores, precisam ser ampliados com as necessidades que fazem parte desse novo cenário educacional. É preciso, portanto, pensar em promover uma educação que torne visíveis as oportunidades diante das diferenças respeitadas e contribua para a eficiência do processo de ensino e aprendizagem.
Passerino (2012) discute as dificuldades de interação do autista e a incapacidade nas relações sociais. Em decorrência desse comportamento, tendem a se isolar à medida que se distanciam de tais relações socialmente estabelecidas.
Além disso, o atendimento educacional especializado (AEE) é uma das medidas para garantir a preparação de alunos a fim de desenvolver atividades e o desenvolvimento das potencialidades por meio das necessidades que apresentem.
Podemos notar que em algumas situações motivadas por determinadas atividades em sala de aula, os professores se apropriaram de diferentes instrumentos a fim de possibilitar a participação do aluno com TEA.
Nesse contexto, o uso de ferramentas adaptadas é uma realidade que também permeia a sala regular em situações específicas para facilitar o envolvimento e o aprendizado do indivíduo. Essa ação se define a partir do aproveitamento de aspectos mantidos pela educação especial ao permitir, posteriormente, avanços significativos em direção à inclusão.
Portanto, ao perceber as necessidades pertinentes ao processo de inclusão na escola regular hoje, é possível destacar os desafios e possibilidades de desenvolver estratégias que tenham como foco a mediação da aprendizagem de alunos com TEA, considerando suas características e potencialidades que são desenvolvidas ao longo deste processo. Para tanto, é importante que a escola utilize ferramentas capazes de promover tal desenvolvimento a partir da necessidade expressa pela criança, desde sua adaptação no ambiente escolar até a construção da aprendizagem.
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