(a5, 103 páginas) - Embora muito se tenha avançado em direção aos pressupostos que servem como base para uma educação progressista, pouco tem- se dado saltos qualitativos quando o assunto é especificamente sobre procedimentos de ensino.
A problemática acerca dos princípios metodológicos progressistas mais adequados para trabalhar-se diferentes conteúdos tem gerado grandes discussões, devido à multiplicidade de pensadores que, ao longo da história, procuraram abordar o tema.
Somente para ter-se uma ideia dessa problemática, se, por exemplo, escolhêssemos o método dialético, deveríamos antes dizer se ele seria no sentido platônico ou hegeliano; por outro lado, caso optássemos pelo método transcendental, deveríamos também dizer se ele seria no sentido kantiano ou fenomenológico de Husserl; isso sem abordarmos o método criador de Nietzsche e o método de análise e síntese da geometria grega, como também os de muitos outros.
Nosso objetivo, porém, não consiste em entrarmos nessas problemáticas e nem tampouco tecermos considerações acerca da suposta eficiência dos métodos indutivos em relação aos dedutivos, mas apenas abordarmos alguns questionamentos sobre a sistematização do NEOTECNICISMO na educação e que, talvez, possam nos ajudar a melhor compreendermos as relações substanciais existentes entre o PÓS-NEOLIBERALISMO e A CATÁSTROFE PEDAGÓGICA NA ESCOLA, do ponto de vista da desumanização e da sistematização dos processos de exclusão social e econômica, dentro da atual conjuntura político-econômica, solidificada sob as bases da tecnociência, com seus ranços positivistas, de transformação de sujeitos em objetos.
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