Ao descrever uma relação entre mãe e filha marcada por um passado doloroso, a autora de Copo vazio e As pequenas chances constrói uma história poderosa sobre os vínculos afetivos. Diagnosticada com Alzheimer, a mãe da narradora perde, em velocidade assombrosa, os traços que definem sua identidade. No luto antecipado desse apagamento, vêm à tona revelações inesperadas sobre o passado materno. Este livro ― uma investigação sobre a força da memória e dos laços familiares ― atesta o poder da literatura contra o esquecimento. “Natalia Timerman escreve sobre o que é importante. A mãe é um universo inteiro e, no entanto, é absolutamente humana. Esta verdade não a faz perder o seu milagre. Humanizar a mãe é a maturidade suprema, embora exija tanta dor ― ou talvez o seja justamente por isso.” ― JOSÉ LUÍS PEIXOTO “Enquanto uma memória se perde, a outra se aguça, se transforma, se angustia, se comove, se apazigua. A literatura aqui não é maior nem menor do que a vida, faz-se de sua exata medida. E nós, leitores, contemplamos a força e a ousadia dessa escrita.” ― JULIÁN FUKS “Um retrato comovente e terno da relação entre uma filha e sua mãe idosa, em meio às memórias que já vão se apagando. Natalia Timerman escreve com sensibilidade singular sobre o poder e a necessidade de lembrar, apesar de tudo.” ― BRUNA DANTAS LOBATO
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