Charles H. Spurgeon - Sermão - Humilhação e Autoexame ler

pdf Charles H. Spurgeon - Sermão - Humilhação e Autoexame

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Descrição do livro

“Não olheis para mim, por eu estar morena, porque o sol olhou para mim. Os filhos de minha mãe se indignaram contra mim; puseram-me por guarda das vinhas, mas a minha própria vinha não guardei.”
Cantares de Salomão 1.6

INTRODUÇÃO
De onde tiro eu o meu texto, senão da própria fonte do amor? E a quem hei de dirigir o meu discurso, senão aos amigos do Noivo? É necessário ter corações aquecidos, sensibilidades prontas e emoções vivas para interpretar as palavras e simpatizar com as notas ternas deste cântico santíssimo.
Suponho que a história das estátuas da Catedral de São Paulo, ano após ano, não seria notavelmente interessante. Elas são colocadas sobre seus pedestais. Ali permanecem quietas e, a menos que ocorra alguma convulsão terrível, provavelmente essa será toda a sua história por muitos anos ainda, assim como tem sido por muitos anos passados.
Durante o tempo em que qualquer uma dessas estátuas ali permaneceu, porém, a história de qualquer pessoa humana foi entremeada de toda sorte de acontecimentos, alegres e tristes. Dores e sofrimentos, alegrias e regozijos, abatimentos e exultações alternaram-se nos vivos. Mas no frio mármore não houve mudança alguma.
Muitos de vocês, nesta casa, conhecem pouco das experiências do povo de Deus. Se ouvem falar de suas ansiedades e encorajamentos, de suas tentações e livramentos, de seus conflitos interiores e triunfos espirituais, de suas depressões sombrias e exultações alegres — todas essas coisas lhes parecem um conto ocioso. Os vivos, os vivos conhecerão o segredo, mas ao mero professante isso não é revelado.
O meu assunto, que será dirigido principalmente ao povo operoso de Deus — àqueles que realmente O servem — parecerá ter pouquíssima relação com alguns aqui presentes que não compreendem a vida espiritual, e eles provavelmente pensarão que a noite foi perdida para eles. Contudo, apenas esta palavra, logo no início, eu deixaria cair aos seus ouvidos.
Se você nada sabe da vida espiritual, o que fará no fim da sua vida natural? Se não houver obra do Espírito de Deus em sua alma, e você for estranho à experiência viva dos filhos de Deus, qual será a sua porção para sempre? Ela terá de ser repartida com os incrédulos. Você está preparado para recebê-la? Está disposto a aceitar que esse seja o seu destino eterno?
Você não está, antes, alarmado? Não se sente ansioso e desejoso de, de algum modo, passar para esse estado de vida melhor e mais verdadeiro? Considerando seus interesses infinitos, apesar de todas as lutas e tristezas presentes que ele possa lhe trazer, você não deseja conhecer e provar o que significa a vida espiritual? Oro a Deus para que deseje. Lembre-se de que o evangelho pregado a você ainda está disponível para o seu vivificar — e todo aquele que crê em Cristo Jesus é nascido de Deus e possuidor dessa vida espiritual.
Agora, ao conduzir o povo de Deus a um exame especial do nosso texto, “Não olheis para mim, porque sou negra”, a nossa primeira observação será esta — os cristãos mais belos são os mais envergonhados a respeito de si mesmos. A pessoa que diz, “Não olheis para mim, porque sou negra”, é descrita por outra, no versículo oitavo, como a “mais formosa entre as mulheres”.
Outros, que a julgavam a mais formosa das formosas, não disseram senão a verdade ao afirmá-lo; mas, em sua própria estima, ela se sentia tão pouco formosa e tão disforme, que rogava que nem sequer a olhassem. Por que razão os melhores cristãos são os que mais se depreciam?
Não é porque estão mais acostumados a olhar para dentro? Eles mantêm seus livros em melhor ordem do que aqueles comerciantes inseguros, contrapartida dos meros professantes, que se julgam “ricos e enriquecidos”, quando estão à beira da falência.

Número de páginas :23
Encadernação :Kindle
Colaboradores Charles H. Spurgeon - Sermão - Humilhação e Autoexame:Divino Cordeiro (Tradutor)