Todas as histórias têm estações de espera ler

djvu Todas as histórias têm estações de espera

por

Escolha um formato:

Leia uma amostra

Escolha um formato:

zip ler
rar ler
pdf ler
epub ler
txt ler
djvu ler

Descrição do livro

No século XIX, uma menina é deixada na Roda dos Expostos, em Portugal. Não recebe um nome de família nem a memória de um colo. Recebe apenas o mundo, duro e inteiro. A Catharina cresce entre livros paroquiais, frascos de ervas e o peso do trabalho. Aprende que quem não é chamado não existe. E começa, letra a letra, a escrever-se.

Mais de um século depois, a Clara nasce em África, filha de uma história que a antecede e a desloca. Cresce tentando caber em mapas. Estrangeira onde nasceu, retornada em Portugal, retirada em Feriti, descobre que o exílio não termina quando se pisa outro chão. A casa pode ser inventada mesmo quando o mundo falha.

Entre a Catharina e a Clara estende-se uma linhagem feita menos de sangue do que de resistência. Mulheres que aprenderam que o pertencimento não depende da geografia nem do nome herdado, mas da coragem de não consentir o próprio apagamento.

Entre Portugal, África e Feriti, este romance atravessa estações de espera e também a própria língua. A Catharina escreve na voz da origem, no português europeu; a Clara, na voz do deslocamento, no português do Brasil. Não há adaptação nem tradução. Há convivência. O que une essas mulheres é a decisão de existir. E de se escreverem.

Número de páginas :311
Encadernação Todas as histórias têm estações de espera:Kindle